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19 de abril de 2016

#RESENHA - Amor Amargo por Jennifer Brown

Título: Amor Amargo
Autor(a): Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Idioma: Português
ISBN: 8582353065
Ano: 2015

SINOPSE: 
Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado.
Até Cole aparecer.
Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…
Em um retrato realista de um relacionamento conturbado, a autora Jennifer Brown – do sucesso A Lista Negra – nos leva até o limite de nossos sentimentos.


Muito feliz de ter colocado esse livro na frente dos outros. Eu comprei ele em uma leva quando queria ler livros tristes e amargurados. E ouvi tantas pessoas falando bem desse livro que resolvi comprar e por no topo da lista. 
Eu adoro a autora Jennifer Brown, é uma pena que não haja mais livros dela publicado no Brasil além de Amor Amargo e A Lista Negra. A Lista Negra foi um livro que me marcou muito. Sabe aquele livro que você volta e meia se pega pensando nele? Pois é, A Lista Negra está no top 10 livros da vida. Então resolvi ler Amor Amargo também por causa da impressão que carrego da A Lista Negra.
Embora Amor Amargo não tenha entrado nesse top 10 livros da vida, ainda continua sendo um livro que vale muito a pena ser lido.   
O livro é lindo demais. Eu tirei do plástico e fiquei namorando ele por uns cinco minutos antes de começar a lê-lo. Ele tem essas partes pretas em verniz que deixa o livro ainda mais belo. Sem contar que a tradução está impecável. 
No começo do livro eu achei a amizade de Bethany, Zach e Alex muito entranhada. Eles eram próximos demais, sempre fazendo tudo juntos. Até amizade tem que ter seu limite, senão fica sufocante. Esse sentimento só piorou quando Cole apareceu na vida da Alex.
Eu não entendia porque Beth e Zach eram tão irrefutáveis em querer Alex só para eles e a inimizade que eles tinham para com Cole. Mas eu sabia que algo de ruim estava para acontecer e aconteceu. E eu fiquei com um nó no estômago.
A temática de abuso não é fácil, principalmente para as mulheres que tendem a ser mais sensíveis e eu ficava me perguntando porque Alex era tão burra? Porque ela ficava pondo culpa nela mesma, dando desculpas esfarrapadas? 


Eu amava Cole, mas, às vezes, amá-lo era como andar de montanha-russa sem conseguir recuperar o fôlego entre as curvas e quedas. 

Cole começa a maltratá-la com palavras e depois a coisa aumenta um pouquinho a cada vez e ela continua dizendo que a culpa era dela e que era só ela ter cuidado com as palavras e tudo ficaria bem.

Cole era um agressor. Eu era a vítima. 
E as coisas entre nós jamais seriam melhores.

 Mesmo ela tendo consciência de que esse relacionamento não era saudável, ela acabava se apegando às coisas boas que ele fazia para ela. Como uma rosa, um presentinho ali e aqui, coisas fofas e inesperadas. 
A verdade era que ela se sentia sozinha, mesmo com a forte presença de seus amigos Beth e Zach. Essa solidão se intensificou mais quando Cole apareceu e eles se afastaram. Esse sentimento também vinha de casa, da família meio desestruturada que ela tinha. A mãe morreu em um acidente quando ela era bem pequena, o pai dela se fechou, nunca contou a história inteira e se tornou ausente. A irmã mais velha longe, na faculdade e a irmã mais nova pentelha. Tudo isso deixou Alex carente e quando Cole apareceu lhe dando a atenção que ela queria, ela se agarrou à isso como uma tábua de salvação. 

Mas era como ver a mim mesma da entrada de um longo túnel escuro. A pobre garota na saída, esta assim estava arrasada, confusa e cheia de hematomas. E eu morria de pena dela, quem quer que ela fosse.
Mas esse abuso chegou a um ponto tão absurdo, que até mesmo Alex na lama do jeito que estava percebeu que era hora e dar um basta nisso tudo.
Ao terminar o livro a gente fica se perguntando: E se fosse eu? Como eu teria agido?
Então é um livro que te faz pensar. Não só como você sendo a vítima, mas uma colega sua, um vizinho, um parente.
O que você faria?

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