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7 de julho de 2016

#RESENHA - Restos Humanos por Elizabeth Haynes

Oi gente, a resenha de hoje é sobre o livro Restos Humanos, bem macabro, por sinal.

Título: Restos Humanos
Autor(a): Elizabeth Haynes
Editora: Intrínseca
Série: Livro Único
Páginas: 315
Idioma: Português
ISBN: 8580574838
Ano: 2014
Classificação: ✫ ✫ ✫

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SINOPSE: Você conhece bem seus vizinhos? Saberia dizer se eles estão vivos ou mortos?
Ao encontrar por acaso o corpo de uma vizinha em avançado estado de decomposição, Annabel Hayer, que trabalha com análise de informações para a polícia, fica horrorizada ao pensar que ninguém — e isso inclui ela mesma — sentiu falta daquela mulher. De volta ao trabalho, ela vasculha os arquivos policiais e encontra dados que mostram um aumento significativo de casos como aquele nos últimos meses em sua cidade. Conforme aprofunda a investigação, Annabel parece cada vez mais convencida de estar no rastro de um assassino, e é obrigada a enfrentar os próprios demônios e a própria fragilidade. Será que alguém perceberia se ela simplesmente desaparecesse? Um thriller psicológico extremamente perturbador, Restos humanos fala de nossos medos mais obscuros, mostrando como somos vulneráveis — e a facilidade com que vidas podem ser destruídas quando não há ninguém que se importe com elas. 

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Dei três estrelas só porque eu não me surpreendi. Eu valorizo muito livros que me surpreendam e esse não foi o caso. 
Desde o início do livro, a autora deixa claro quem são as 'vítimas' e quem é o 'assassino'. Acho que por isso que me decepcionei, não houve um mistério por trás da história e você de cara já percebia o papel de cada pessoa. Porém, o enredo foi muito bem escrito. Ee foi concebido pra te deixar de cabelo em pé mesmo, para você sentir nojo e ficar desacreditado. 
Primeiro de tudo, fica claro que essas vítimas sofrem de uma depressão profunda e desejo de não existir. A partir daí a história de desenrola. 


O livro ele é narrado pela Annabel, que descobre o primeiro corpo putrefato. Temos também o relato das vítimas depressivas que contam não como se tornaram vítimas, mas o trajeto que suas vidas tomaram ao ponto de não quererem viver e nem existir. E, não podia faltar, os pensamentos do próprio 'assassino'. 
Ele é bem estranho e pouco simpático. Possui uns desejos bem nojentos  e macabros.


Acho que a pior parte do livro é a Annabel. Ela é muito chata, introvertida. Ela acaba entrando em depressão por puro mérito próprio. Ela não faz questão de conversar com seus colegas de trabalho, evita as pessoas a todo o custo, trata a mãe dela como se não fosse ninguém. O resultado disso, é óbvio, seria isolamento  e depressão.  

Você nunca se dá conta que é a solidão até que ela começa a rastejar dentro de você,como uma doença; é algo que vai acontecendo progressivamente com você.
O assunto em si, é muito interessante. Mas não achei que a autora soube me instigar a ponto de achar um livro digno de entrar na minha lista de favoritos. Faltou explorar e justificar mais. No entanto, tenho que dar o braço a torcer, porque se a autora tinha a intenção de nos deixar melancólicos durante a leitura, ela acertou em cheio. O livro é completamente solitário e triste. Por vezes tive que parar, respirar, pensar em coisas alegres e só depois voltar à leitura.


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