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10 de fevereiro de 2017

#RESENHA - Crave a Marca por Veronica Roth

Título: Crave a Marca
Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 480
Idioma: Português
ISBN - 13: 9788579803284
ISBN – 10: 8579803284
Ano de Lançamento: 2017
Classificação: ♥♥♥♥

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SINOPSE: Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.

Assim, eu sonhava com a morte, e a morte preenchia meus dias.
A história de Crave a Marca se passa em uma galáxia, entremeada pela Corrente, uma força misteriosa que oferece dons aos seus habitantes.  Nessa galáxia mágica, estão os nossos personagens principais: Akos e Cyra.

Nos primeiros capítulos conhecemos Akos Kereseth, seus irmãos Eijeh e Cisi e pais, sendo sua mãe a oráculo do planeta Thvhe, uma tarefa nada fácil, pois mesmo quando se sabe sobre o futuro, nem sempre consegue alterá-lo, ainda mais quando a pessoa em questão possui uma fortuna. A família Kereseth possui mais de uma, o que faz com que muitas outras famílias sendo uma grande ameaça. Akos, habita o planeta-nação Thuvhe, e é um jovem tímido, que muitas vezes é quase como invisível para as pessoas.
Assim como conhecemos a vida do thuvhesitas, descobrimos um povo mais sobre o povo shotet através de Cyra Noavek, filha de um tirano cruel que só pensa em poder e nada mais, seu irmão Ryzek sofre a dura pressão de ser o próximo herdeiro e governante. Cyra é a portadora de um dom extremamente incomum, que a faz sentir dor o tempo inteiro.

Apesar da distância que separa Akos e Cyra e das vidas diferentes que levam, seus caminhos acabam se entrelaçando, quando o irmão de Akos e ele próprio, são sequestrados e levados para Shotet. Devido ao dom que Akos possui, ele é designado por Ryzek, soberano de Shotet e irmão de Cyra, a ficar junto da garota 24 horas por dia. Mas isso não o impede de continuar seus planos de fugir daquele lugar, e levar junto seu irmão.


Porém o que ele não esperava é que Cyra estivesse criando seus próprios planos, e isso pode o atrapalha já que ele tem que conviver com a Cyra o tempo todo.
Não há lugar para honra na sobrevivência.
Apesar de serem jovens completamente diferentes, Akos e Cyra aos poucos, começam a deixar a hostilidade de lado e uma amizade começa a surgir. Enquanto Akos teve uma infância feliz e alegre com sua família, a de Cyra foi de muitos esforços e lutas para conseguir receber a aprovação de seu pai, ganhando em troca cada vez mais a solidão. Com tantas diferenças e ressentimentos, parecia impossível tolerarem-se, ainda que confiança seja algo difícil para ambos, tentaram, pelo menos, ter algum tipo de relacionamento que fosse benéfico para os dois.
– Você é uma Noavek – insistiu ele com teimosia, cruzando os braços. – A brutalidade está em seu sangue.
– Eu não escolhi o sangue que corre em minhas veias. – retruquei. -Do mesmo jeito que você não escolheu seu dom, sua fortuna. Você e eu, nós nos tornamos o que era esperado de nós.
Como personagem secundário temos Ryzek, um homem cruel e frio, ao longo do livro sua história é desvendada e conseguimos entender um pouco do por quê da sua natureza má, mas infelizmente isso não ajudou a eliminar a aversão que senti pelo mesmo por se aproveitar de sua própria irmã e ser tão egoísta. 
“ – O dom de uma pessoa vem de quem ela é – disse Ryzek.–  E ela  é o que o passado fez dela. Pegue às lembranças de uma pessoa e tomará o que a faz ser quem ela é. Você pega seu dom. E por fim…”
A história é narrada por Akos em terceira pessoa, e Cyra em primeira pessoa. Este modelo de narrativa pode criar uma certa confusão, mas nada extremo pois a história foi bem construída. Você acaba se acostumando tanto com a narrativa de Cyra que quando Akos vai narrar, parece estranho e você quer saber a versão de Cyra para tais acontecimentos. 




Eu adoro protagonistas fortes e Cyra é realmente assim. É impossível não se apaixonar por seu humor irônico, e seu jeito brutal e suave ao mesmo tempo. Toda vez que ela interagia com Akos era muito engraçado, as conversas eram realmente surpreendentes, sendo cheias de sarcasmo e cutucadas.
Corações frágeis fazem valer a pena viver neste universo.
Em muitas das interações entre Akos e Cyra percebi o quanto o livro tratava até mesmo com uma certa sutileza o preconceito e o pré-julgamento que nós acabamos fazendo inconscientemente em nossa rotina. Os dois conseguiram mostrar que mesmo sendo tão diferentes e não teremos as mesmas convicções, devemos RESPEITAR e tentar ao máximo lutar pelo bem de todos e não só pelo benefício próprio.


Crave a Marca vai além de qualquer imaginação, e a autora realmente criou um novo universo de ficção. Algumas coisas não ficam claras no começo do livro, somente ao desenrolar da história, mas quando o clímax acontece é realmente INTENSO e INACREDITÁVEL. Com direito a várias revelações. Eu RECOMENDO a todos os amantes de distopia, pois este livro pode ser um dos melhores que você irá ler em 2017.


P.s: O livro foi lido em português no kindle com a tradução da Editora Rocco. Optamos por tirar foto da edição física em inglês que temos na estante. 

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