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17 de abril de 2017

#RESENHA - A Garota Perfeita por Mary Kubica

Título: A Garota Perfeita
Autora: Mary Kubica
Editora: Planeta
Páginas: 336
Idioma: Português
ISBN: 9788542206814
Ano de Lançamento: 2016
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SINOPSE: Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à família da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

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E naquele momento Mia deixou de existir.
Acho que o verdadeiro desafio não é escrever uma resenha para este livro e sim não dar nenhum spoiler! Sabe aquele livro que é impossível ler sem o friozinho na barriga? Pois é, A GAROTA PERFEITA é exatamente este tipo de livro.

A leitura me deixou com sentimentos conflitantes, mas eu vou tentar descrever o que eu senti!


Mia Dennett é uma sonhadora professora de artes, que ama o que faz e pertence a uma família muito rica. Seu pai é um juiz de nome bastante conhecido e que deseja aparentar ter a família unida, onde todos se amam (igual comercial de margarina). Mas não é bem assim que as coisas são. Seu pai queria que Mia fosse advogada e depois de se rebelar e não seguir com a carreira, ela sai da casa de seus pais.

A história continua em uma noite, quando Mia está aguardando seu namorado em um bar, mas ele não aparece e ela fica sozinha. Até que um estranho senta do lado e começa a puxar assunto, depois de algum tempo ela acaba indo para o apartamento dele destinada a ter uma noite casual com um completo estranho. Porém isso acabou se tornando um pesadelo e a pior noite da sua vida.
“Ela é minha filha, mas não é. Ela é Mia, porém não é. Parece-se com ela, mas essa moça usa meias e bebe café, e acorda chorando no meio da noite. Responde mais rápido se a chamo de Chloe do que quando a chamo pelo seu nome. Ela parece vazia e letárgica quando acordada, e permanece insone quando deveria dormir.  Deu um pulo de quase um metro de altura da cadeira quando liguei o triturador de lixo na noite anterior e, em seguida, retirou-se para seu quarto. Não a vimos por horas e, quando perguntei onde estivera todo aquele tempo, tudo o que conseguiu dizer foi não sei. A Mia que conheço não consegue ficar quieta durante todo esse tempo.”
O sequestrador de Mia, Colin Thatcher, só viveu desde pequeno a pobreza e vê no crime uma saída para conseguir dinheiro fácil. Um dos seus trabalhos é sequestrar Mia e leva-la ao homem que o contratou, mas ele desiste e acaba levando-a para uma cabana no meio do nada. No início, Mia está com muito medo dele, pois não sabe o que ele planeja fazer. Ele é sempre autoritário, querendo mostrar que ele é  'dono' da situação e não tem muita paciência. Mas, com o passar dos dias, ele começar a ficar mais suave e os dois começam a se entender melhor.

A narrativa acontece em primeira pessoa, e se alterna de acordo com as perspectivas da mãe de Mia, de seu sequestrador e do detetive responsável pelo caso. E apesar da Mary narrar a história com alguns saltos cronológicos, alterando entre o pré e o pós sequestro, a história pode ser compreendida facilmente.

A história trata em grande parte da dualidade das personagens, da pra perceber ao desenrolar da história que toda história tem várias versões e ás vezes as coisas são mais complexas do que imaginamos.
Posso descrever o livro dizendo que a busca pela perfeição é intangível, não existe nada PERFEITO, a perfeição está na imperfeição das pessoas.

“O que eu não conto a ela é como ela parecia bonita naquela primeira noite. Como eu a observei sentada sozinha no bar, ensombrecida pela fraca luminosidade e pela fumaça de cigarro. Eu a observei mais do que precisava, pelo puro prazer de fazer isso. Não digo a ela como as velas faziam seu rosto brilhar, como a fotografia que me deram não lhe fazia justiça. Não lhe digo nada disso. […] Não digo a ela que a acho linda, mesmo percebendo que ela se olha no espelho e odeia a imagem que vê.”
Não posso contar mais nada, juro, porque senão vira SPOILER e vocês vão me matar!
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Como disse anteriormente, eu terminei o livro com muitos sentimentos conflitantes. Apesar de gostar da história, teve alguns momentos em que quis matar a Mary. Mas, mesmo assim recomendo a todos descobrirem por si mesmo  o que realmente pensam sobre este thriller psicológico.

Lembrem-se: #sempreconceitoliterário

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2 comentários :

  1. Oi Bia!!
    Ficaram lindas as fotos da postagem!!
    Sobre o livro, inicialmente eu até tinha vontade de ler, mas sabe, depois que vi alguns comentários acabei desanimando da leitura, não sei se quero ler ele no futuro, há tanto livros bons para a gente ler que não quero perder tempo com leitura mais ou menos né!

    Beijinhos!
    Amanhecer Literário

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lei, obriiiiigada!
      pois é! eu não me arrependo da leitura mas não é um livro que eu recomendo de olhos fechados!
      Concordo com o que você disse, há muitos livros maravilhosos pra lermos algo que não iremos gostar!

      beijos

      Excluir

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