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12 de março de 2018

#RESENHA - O Homem de Lata por Sarah Winman

Título: O Homem de Lata
Autora: Sarah Winman
Editora: Faro Editorial
Páginas: 160
Idioma: Português
Ano de Lançamento: 2017
Gênero: Ficção/Romance
Skoob || Goodreads

Livro cedido em parceria com a editora

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SINOPSE: Em 1963, Ellis e Michael eram dois garotos de doze anos que se tornaram grandes amigos. Durante muito tempo, sempre foram apenas os dois, andando pelas ruas de Oxford, um ensinando ao outro coisas como nadar, descobrir autores e livros e a esquivar-se dos punhos de seus pais dominadores. Até que um dia algo muito maior que uma grande amizade cresce entre eles. Mas então, avançamos cerca de uma década nesta história e encontramos Ellis, agora casado com Annie, e Michael não está mais por perto. O que leva à pergunta: o que aconteceu nos anos que se seguiram? Esta é quase uma história de amor. Mas seria muito simples defini-la assim.

O Homem de Lata vai contar de forma peculiar a história de Ellis e Michael, que dá início na década 60. Amigos desde criança, conseguimos ver pelos olhos de Ellis o quanto essa amizade é importante, até que ela muda de direção.

Narrado em terceira pessoa na visão de Ellis em 1996, a primeira parte do livro vai trazer brevemente algumas discussões relevantes, assim como referências artísticas intrincadas (Os Girassóis de Van Gogh, por exemplo) e outros temas que vou me abster de mencionar porque poderia ser considerado spoiler.
Você é feliz, Ell?
Feliz?
Por Cristo! Você repete a palavra como se não soubesse o significado.

O amor romântico também aparece, principalmente quando Ellis se envolve com Annie, nos mostrando uma surpreendente história de amizade entre os três personagens - que se desfaz quando Michael se muda para Londres de forma repentina.
A vida não era tão divertida sem Michael. Não tinha tanto colorido sem ele. A vida não era vida sem ele.
Por vezes a narrativa nos mostra o passado, voltando para o presente sem delimitação. As falas também são contínuas, sem travessão, o que pode confundir leitores menos atentos e nos deixar completamente perdidos. 

Depois temos uma segunda parte emocionante e memorável, narrado em primeira pessoa pelo Michel, um personagem que até então teve pouca voz e era bem confuso e misterioso. Essa parte foi a mais emocionante, pois narra de forma crua e verdadeira o romance e a amizade que viveu com Ellis, e aí conseguimos distinguir com mais facilidade a disparidade de personalidade entre os dois. 

Gostei bastante do livro, traz mensagens muito importantes, mas achei que o autor pecou em utilizar uma forma narrativa diferente e confusa na primeira parte, que claro, teve seu propósito, mas não chegou a impactar e sim confundir e monotonizar a história.
Mas era minha humanidade que me levava a procurar, só isso. Que nos leva a todos. A simples necessidade de pertencer a algum lugar.

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