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1 de março de 2018

#RESENHA - Passarinha por Kathryn Erskine

Título: Passarinha
Autora: Kathryn Erskine
Editora: Valentina
Páginas: 224
Idioma: Português
Ano de Lançamento: 2013
Gênero: Drama
Skoob || Goodreads


Livro cedido em parceria com a editora

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SINOPSE: No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai - a si mesma e todos a sua volta -, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido.
Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso mas belo.
Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária. 


Passarinha é um livro completo, que nós traz muitos ensinamentos em uma só história. É comovente, de arrepiar e que muda nossa vida e abre nossos olhos.

Caitlin é uma menina de 10 anos portadora da Síndrome de Asperger que acabou de perder seu irmão em uma tragédia. Ela não consegue entender muito bem os sentimentos das pessoas ao seu redor, principalmente agora, que lhe parece estar faltando algo, mas não sabe identificar o que.

Síndrome de Asperger é considerado um autismo leve, onde as pessoas portadoras são conhecidas como desajeitadas no que diz respeito ao convívio social. E isso é facilmente visto quando Caitlin narra sua rotina em primeira pessoa, principalmente na escola, onde os diálogos e parágrafos são muitas vezes contínuos. Além disso, sua mãe se foi, assim como seu irmão, e seu pai está passando por um luto muito profundo, deixando Caitlin ainda mais perdida e sozinha, embora ela não demonstre isso da forma como nós demonstramos - ela suga tudo pra dentro de si e acaba explodindo de uma hora para a outra.

Certo dia Caitlin ouve a palavra desfecho. Intrigada, ela procura seu significado e vai atrás dele, pois tudo leva a crer que é o que seu pai e ela tanto precisam. Em busca desse desfecho, Caitlin vai melhorando sua comunicação a seu próprio ritmo, resultado também da luta diária de sua terapeuta na escola, o que nos mostra a importância desses profissionais na vida de uma criança e como essa vida pode ser transformada.

Passarinha é emocionante, trazendo de forma real e próxima as angústias e medos vividos por um portador da Síndrome de Asperger, apesar de não demonstrarem de forma mais aberta por trás da máscara de interesses restritos e comportamentos repetitivos tão bem apresentado por nossa personagem.

Recomendo esse livro para todos os leitores de todas as idades, porque Passarinha foi feito para emocionar e nos trazer muitos ensinamentos fortes e inesquecíveis. 

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