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25 de janeiro de 2017

#RESENHA - O menino do pijama listrado por John Boyne + filme

Título: O menino do pijama listrado
Série: Livro Único
Autor: John Boyne
Editora: Cia. das Letras
Páginas: 190
Idioma: Português
ISBN: 853591112X
Classificação: ♥♥♥
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SINOPSE: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

"Um livro maravilhoso." - The Guardian

"Intenso e perturbador [...] pode-se tornar uma introdução tão memorável ao tema como O diário de Anne Frank foi em sua época." - USA Today

"Um livro tão simples e tão bem escrito que beira a perfeição." - The Irish Independent

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O livro vai ser narrado em 3ª pessoa, mas na visão de Bruno, um garotinho de 9 anos. Sabemos que o cenário se passa na época do Holocausto, mas ele não sabe e tenta nos mostrar o que vê do jeito dele.
Ainda muito inocente e mimado, tive um pouco de raiva de Bruno, mesmo sendo tão novo, por algumas coisas que ele falava sem pensar. Criado numa casa enorme e cheia de empregados, ele se vê sozinho e descontente ao ser obrigado a se mudar para a nova casa que é feia, pequena e sem amigos. Porém, ao longe, pela janela de seu quarto, ele vê a possibilidade de fazer amizade com vários meninos de pijama listrado do outro lado da cerca.


Eu não senti muita simpatia por ele e muito menos por sua família. Talvez pelo fato de que o livro sendo na visão do jovem Bruno, nós faz sentir tão perdidos quanto ele. Algumas cenas se passam e a gente fica: "será que é isso que eu estou pensando?"

Eu demorei cerca de dois meses para terminar de ler um livro de 190 páginas porque eu realmente não senti conexão nenhuma com os personagens pois tudo é muito nebuloso. Claro, estamos lendo algo que foi processado pela mente de um menino numa época turbulenta quando ele não fazia ideia do que estava acontecendo.


Quando apareceu o menino do pijama listrado, meu Deus, eu sofri por ele e com ele. Tão inocente, não fazia ideia do próprio destino cruel bem na sua frente. Uma lição que dá para ser tirada do livro é sobre a inocência das crianças. Elas não nascem preconceituosas e ruins, elas nascem boas, não veem diferenças nem de cor nem de credo.


E o final? O que falar dele? Eu via as páginas acabando e eu não sabia o que poderia acontecer naquele último capítulo, e vou te dizer, destroçou meu coração. Uma lágrima desceu e eu fiquei pensando naquela cena por horas a fio. Eu fiquei bem impressionada porque nem em mil anos a situação passaria na minha cabeça. Ler esse último capítulo valeu a pena cada página do livro.



Como temos uma visão mais clara dos acontecimentos, achei o filme um complemento do livro. Eu gostei muito do jeito como a história foi sendo desenvolvida, achei a mãe de Bruno mais humana e a irmã dele mais descompensada do que eu imaginava. Porém achei a atuação do ator que interpreta Bruno fraca demais. Em compensação, o menino Shmuel exerceu seu papel lindamente, com naturalidade.

Quando Shmuel apareceu pela primeira vez meu coração deu um nó. O filme é muuuuuuito parecido com o livro. Não me matem, mas eu gostei mais do filme do que do livro porque as situações ficaram mais claras. A amizade dos dois era tão simples e ao mesmo tempo tão forte, que eu me emocionei de verdade.

Teve uma cena bem esperada que aconteceu no livro mas não colocaram no filme, mas que não afetou a qualidade do enredo em nada. Quem leu o livro com certeza sabe do que estou falando. O Fúria. Éeeee.

O final tanto do livro como do filme foram idênticos. Algumas pequenas mudanças, como a cabeça de Bruno ser raspada no livro (por causa de um surto de piolhos) e no filme não. O que não fez diferença, porque em ambos Bruno usa um boné. E eu acabei me emocionando mais no filme por causa da reação dos dois, do Bruno acalmando um amigo com tanta ingenuidade e Shmuel sem fazer ideia do que estava acontecendo.

Algumas cenas no filme me impactaram bastante. Principalmente quando a mãe de Bruno pergunta sobre a fumaça ao longe. Fiquei arrasada, porque embora nós saibamos o contexto da história, como as coisas foram acontecendo e o seu final, mais de um milhão de judeus foram mortos só por serem judeus e isso já é horrível o bastante. Pensar nas formas em que morreram dói ainda mais o coração. Não dá pra entender. Nunca vai dar.

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