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23 de março de 2017

#RESENHA - Duff por Kody Keplinger

Título: DUFF
Autora: Kody Keplinger
Série: Livro Único
Editora: GloboAlt
Páginas: 328
Idioma: Português
ISBN: 8525060631
Ano de Lançamento: 2016
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SINOPSE: Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.

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O LIVRO

O título DUFF é uma abreviação para Duff, Designated Ugly Fat Friend, que seria mais ou menos um amigo gordo e feio. O livro vai ser narrado em primeira pessoa pela personagem chamada Bianca Piper que tem 17 anos e que simplesmente gosta do jeito que é. Ela é uma adolescente bem madura, principalmente em relação ao romance, já que ela acredita que o amor é algo que se constrói aos poucos e não está muito interessada nisso no momento. Embora ela tenha uma quedinha por Toby, ela não demonstra interesse por ele e deixa por isso mesmo.
– [...] designated, ugly, fat e friend, ou seja, a amiga feia e gorda. – explicou ele. – Sem querer ofender, é isso que você é.

Bianca tem duas amigas inseparáveis, Jessica e Casey, que são lindas, magras, baladeiras, e nessa elas acabam levando Bianca para uma festa. Nessa festa ela acaba esbarrando em Wesley Rush, um cara que ela odeia e acaba chamando-a de Duff. Ao ouvir isso ela não demonstra nenhuma reação, mas com o passar o tempo ela acaba pensando mais na situação do que quer. Ela se sente bem como é, não tem pretensão de mudar seu jeito e nem seu corpo, então Wesley acaba plantando ali uma sementinha.
Depois de pensar nisso por um tempo, decidi que havia muitos benefícios em ser uma Duff. Benefício 1: não é preciso se preocupar com cabelo ou maquiagem. Benefício 2: não há pressão para ser descolada – não é para você que estão olhando. Benefício 3: sem problemas com garotos.


Depois desse barulho todo, em mais outra festa, Bianca acaba beijando o tal Wesley Rush e ele por sua vez corresponde o beijo. Enquanto ela está toda confusa por causa desse beijo, por causa do apelido DUFF - que ela não contou para as amigas - ela ainda tenta lidar com problemas dentro de casa. A separação do pai e da mãe dela é eminente e a preocupação do pai voltar a beber está presente. Rimou, mas não era pra rimar. Rs...


A forma como o livro trata o bullying foi bem sutil e por isso eu gostei muito. Não precisou ser feito nenhum estardalhaço para que as coisas fossem percebidas ou acertadas. O livro é uma leitura leve sobre um tema pesado e essa sacada achei bastante interessante porque a história não ficou exagerada.


Outra percepção que eu tive nesse livro foi o tema feminismo, pois eu nunca tinha lido algo assim em nenhum livro, seja sobre romance, aventura, nada. Bianca é uma personagem feminista e não tem vergonha disso. Isso é bem presente no livro não de forma maçante, mas de forma natural.
Chamar Vikki de vadia ou vagabunda era o mesmo que chamar alguém de Duff. Era uma coisa ofensiva de dizer e magoava profundamente. Era um desses rótulos que se alimentavam dos medos secretos que todas as meninas têm de tempos em tempos. Vadia, puta, puritana, cabeça de vento. Era tudo a mesma coisa. Toda garota já foi definida por esses adjetivos sexista em alguma etapa da vida.
Por fim, a história acaba nos dando muitos conselhos e o único ponto negativo que eu achei nesse livro foi o uso do sexo descontrolavelmente. Acho que tudo na vida tem que ter um balanço legal senão as coisas meio que fogem do controle. Ao meu ver esse tema deveria ter sido melhor apresentado, principalmente porque o público desse livro são leitores mais jovens.


O FILME


Eu vi muita gente falando pra não ver o filme, que o filme é ruim, etc, mas eu achei o contrário. É claro que eu sempre recomendo que se leia o livro antes de ver o filme. Nesse caso, os dois têm algumas semelhanças, mas poucas. O começo é bastante parecido, rola até algumas frases retiradas do livro, mas é só isso.

Enquanto o livro é mais sério sobre algumas questões, o filme tira sarro de quase tudo. Eu gostei! O fato é que você tem que ver o filme sem lembrar do livro, porque não dá pra comparar. Tente pensar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. kkkkkkkkkk. É verdade. São dois enredos bem diferentes. Eu gostei bastante da comédia do filme e eu dei altas gargalhadas. A atriz é muito engraçada e o ator que interpreta o Wesley age com naturalidade, nem parece estar atuando. 

Então é isso pessoal, eu indico tanto o livro quanto o filme. Cada um tem suas qualidades e seus defeitos, mas quando junta os dois a experiência é maravilhosa!

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2 comentários :

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