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16 de março de 2017

#RESENHA - Série A Rainha Vermelha por Victoria Aveyard

BOM, desta vez a minha resenha vai ser um pouco diferente, porque é sobre uma série que aparentemente será composta por 4 livros e que eu sou apaixonada deste o primeiro livro. Comecei a ler os livros antes de participar do blog, e resolvi juntar todos os livros já publicados e resenhá-los de uma só vez.

É difícil tentar descrever a minha primeira impressão com a série, a sensação que eu tive ao ler o livro é apesar dos inúmeros clichês, Victoria conseguiu criar algo INACREDITÁVEL. A série tem tudo que uma boa distopia precisa: aventura, triangulo amoroso, dois príncipes e uma heroína confusa, um enredo cheio de tramas politicas, disputa pelo poder, segregação racial e a ameaça constante de uma guerra civil.

PREPAREM-SE esta série é MARAVILHOSA!

Título: Coroa Cruel
Autora: Victoria Aveyard
Série: A Rainha Vermelha
Editora: Seguinte
Páginas: 232
Idioma: Português
ISBN: 9788565765923
Ano de Lançamento: 2016

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SINOPSE: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.



Coroa Cruel é um prequel composto pelos contos Canção da Rainha e Cicatrizes de Aço.  Ambos os contos nos dão uma visão ampla da sociedade criada pela Victoria Aveyard, mostrando-nos dois pontos de vista abordados pela autora: a desigualdade racial social entre os prateados e os vermelhos e a força por trás da Guarda Escarlate que sonha com uma sociedade mais justa e igualitária.

O conto ‘Canção da Rainha’ é narrado pela falecida rainha Coriane. A mesma foi citada diversas vezes no primeiro livro da série e merecia ter sua história desvendada. A rainha é de uma família politicamente inferior, porém que tem um grande poder, portanto quando o rei se apaixona pela mesma, surge uma desconfiança em quase todo o reino. Coriane que sempre esteve destinada a grandeza, porém ingênua e insegura, acaba demorando um pouco para aceitar o lado sombrio da realeza. Ela começa a perceber que suas ações e escolhas estão sendo manipuladas por outra pessoa, outro prateado. Ela acaba vendo seus sonhos e seu corpo sendo conduzindo a avaliar possíveis herdeiros ao trono. A história conta além mais da sua morte prematura, aborda a manipulação política e o início da guerra ao poder. O conto é ótimo, mostra a visão igualitária da rainha pensar, apesar de ser prateada e da realeza ela valoriza o trabalho dos vermelhos, fiquei até imaginando como seria a sociedade se a rainha ainda estivesse viva.


Já o conto ‘Cicatrizes de Aço’ é narrado pela general Diana, da Guarda Escarlate, que apesar de jovem sentiu e sofreu na pele toda a injustiça que seu povo vive sob governo dos prateados e por isso luta pela justiça.  Diana além de ser do média escalão da Guarda, ainda ocupa o cargo do rosto da revolução, e assim nos mostra a organização e hierarquia por trás dos ataques rebeldes. A história mostra as ações e missões da Guarda na busca pela justiça, e em alguns momentos a história conta sob outra perspectiva momentos que foram apresentados no primeiro livro: a Rainha Vermelha. A personalidade se Diana fica bastante evidente neste conto e também o envolvimento de Mare e do seu irmão na revolução. 

Título: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Série: A Rainha Vermelha
Editora: Seguinte
Páginas: 424
Idioma: Português
ISBN: 9788565765695
Ano de Lançamento: 2015
Compre aqui: Saraiva | Submarino

SINOPSE: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.


A história começa com Mare Brown, nossa protagonista que vive em uma de uma sociedade distópica que utiliza o sistema monarca. Os reis e nobres são da linhagem prata, cor do sangue que os define socialmente e que também os caracteriza como ‘deuses’. Os prateados são divididos de acordo com a sua linhagem, cada grande família possui um dom especial, eles podem: manipular o fogo, a água, o ar, as plantas, o ferro ou inúmeros outros elementos. Eles são fortes, poderosos e temidos pelos que não possuem poderes, que no caso são os de sangue vermelho. Grande parte da população é sangue vermelho: pobres que vivem, direta ou indiretamente, a serviço dos caprichos dos prateados.


Esta é a verdadeira distinção entre os prateados e os vermelhos: a cor do sangue. Esta única diferença os torna mais fortes, mais inteligentes e melhores que nós.

Assim é a vida de Mare, uma jovem ladra que rouba para cuidar da família do único jeito que pode, uma sangue vermelho que não possui grandes esperanças para o futuro, uma serva que ao ir trabalhar no palácio real acaba descobrindo a possibilidade de ser alguém diferente: uma raridade, uma ameaça à nobreza, e até mesmo um símbolo de rebelião. Apesar de ser vermelha, Mare possui poderes de um prateado. Mare é diferente e isso acaba ameaçando muita gente, principalmente a nobreza. Exatamente por isso, por ser temida, a jovem embarca em uma aventura cheia de intrigas, manipulações, aventuras e romances.
O mundo é prateado, mas também cinza. Não existem o preto e o branco. 

O livro lembra a história de várias distopias atuais – porém mesmo que em alguns momentos você sinta que a história será um total clichê, a autora surpreende com uma revelação ou um acontecimento que você não esperava. Eu fiquei totalmente envolvida – tanto pelas tramas politicas quanto romanticamente. A história é complexa, bem desenvolvida e totalmente intrigante, é impossível parar de ler. A trama politica é cheia de mentiras, manipulações e artimanhas – como deve ser, e a parte romântica se divide em uma luta governamental entre dois príncipes prateados que levam uma vida em busca do poder e Mare, uma vermelha que viu e vivenciou todo o sofrimento infligido ao seu povo e luta pela justiça.
O que mais me envolveu na história, foi a evolução de Mare ao longo da história, mesmo com os seus erros e sendo manipulada em alguns momentos, ela sempre foi uma heroína, fazendo tudo ao seu alcance para ajudar aqueles que ama. Victoria realmente acertou no livro, e em sua escrita.


Título: A Espada de Vidro
Autora: Victoria Aveyard
Série: A Rainha Vermelha
Editora: Seguinte
Páginas: 496
Idioma: Português
ISBN: 9788565765947
Ano de Lançamento: 2016
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SINOPSE: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar. O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

A história começa exatamente no final do primeiro: Mare foi traída ao confiar nas pessoas erradas, todas as ações foram manipuladas e ela precisa fugir com um dos príncipes para conseguir salvar os seus semelhantes. Se antes a sociedade era dividida entre vermelhos e prateados – agora tem uma nova divisão: melhores e mais fortes que os prateados e isso é uma ameaça. E isso só foi revelado à sociedade depois que Mare, a garota elétrica mostra seus poderes na arena. Todos descobrem os sanguenovos, vermelhos que são capazes de usar magia. Agora nossa heroína tem que correr para conseguir, encontra-los e pricipalmente salvá-los do atual e tirano rei.  Ele também os caças com o único propósito de se vingar de Mare.


Ao longo da história, Mare sofre as consequências de suas escolhas e começa a desconfiar de tudo de todos. Ela começa a ver motivos ocultos em todas as ações e isso acaba a afastando de todos aqueles que ama. Fugir não é mais o suficiente, Mare tem que luta e se transforma na líder que está destinada. A guerra vai começar.
Meu nome e meu rosto têm tanta força quantos meus raios, e isso me torna importante. Faz de mim um troféu. Faz de mim uma pessoa solitária.
É fácil amar a Mare neste livro, apesar de se irritar com ela em vários momentos. Tento entender e me colocar em seu lugar, todos que ela conhece a traíram, ela não pode confiar em ninguém e vive o dilema de ser um monstro ou mostrar piedade aqueles que merecem.  O livro é totalmente enérgico do começo ao fim, em cada capitulo temos uma artimanha diferente e várias batalhas acontecendo.  Cada novo sanguenovo que Mare precisa encontrar é um novo desafio, sem saber o que vai encontrar em frente, ao mesmo tempo que um romance se desenvolve entre ela e o príncipe. Mare luta para carregar seu pesado fardo, e morte de inúmeras pessoas e de uma guerra que não sabe como terminará e que cobra seu preço a cada dia.  Como toda pessoa, ela faz diversas escolhas questionáveis e paga um preço ainda mais caro pelos seus erros, mas vai evoluindo e se transformando em uma líder melhor.
Farei qualquer coisa para mantê-lo vivo. Para mantê-lo comigo. Para não ficar sozinha.
E ai adivinha? MAIS UM FINAL INACREDITÁVEL, que apesar de amar Victoria fiquei com um ódio eterno de ter que esperar um ano pro terceiro livro ...


Título: A Prisão do Rei
Autora: Victoria Aveyard
Série: A Rainha Vermelha
Editora: Seguinte
Páginas: 552
Idioma: Português
ISBN: 9788555340277
Ano de Lançamento: 2017
Compre aqui: Saraiva

SINOPSE: Uma jaula silenciosa. Uma guerra lá fora. Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.


Como é característica da série, o livro começa exatamente no final do seu antecessor. O rei Maven Calore, um garoto perturbado e ganancioso que tenta com todo custo manter inteiro seu frágil reinado, finalmente consegue capturar Mare e ela vira sua prisioneira. Capturada e passando seus dias no palácio, sob a vigilância não só rei mas de silenciadores e pedras silenciosas, Mare se torna impotente, sem seu poder acaba entrando em um espiral, atormentada pelos seus erros.  O amor obsessivo de Mare é a única arma que ela pode utilizar para tentar sobreviver enquanto Cal faz de tudo para conseguir trazer Mare de volta.

Ele me enganou quando era príncipe, me atraindo para sua armadilha. Agora estou na prisão do rei. Mas ele também está. Minhas correntes são as Pedras Silenciosas. As dele são as corroas.

A história é narrada também sob a perspectiva de Cameron, uma sanguenova recrutada por Mare, que nos mostra com suas palavras a organização da Guarda Escalarte que cada dia mais conquista novos territórios e luta para libertar os vermelhos. Apesar de dizer que não, a sanguenova cada vez mais mergulha na trama da revolução e continua tentando libertar seu irmão. Outra pessoa que narra sua versão é Evangeline, ex-noiva do princípe Cal e atual noiva do Maven. Conseguimos compreender um pouco mais da sua personalidade ‘adorável’ conhecendo um pouco mais sua família. Mesmo entendo seu lado, não consegui simpatizar com a prateada, mesmo sabendo que ela só quer ser livre.

Mare nossa protagonista luta com todas as forças para fazer escolhas melhores, e apesar de ser novamente manipulada e usado à dispor do Rei, tenta uma forma de ainda lutar pelos ideais. Ela busca compreensão e aceitação pelos seus atos, e mesma a considerando forte e determinada, as vezes ela se torna extremamente burra mas nada que acabe com meu amor por ela.  Ela ainda busca em Maven o menino pelo qual um dia se apaixonou. Neste livro , sua história é contada com muitos detalhes. Conseguimos entender até onde ele teve ‘culpa’ em tudo que aconteceu com nossa heroína.  Muitas se tornam #teamMaven mas me julguem, não vejo como isso pode acontecer!

É cruel ter esperança quando não há nenhuma.

O que mais me irritou neste livro foi a indecisão do príncipe exilado Cal, eu entendo ele não sofreu e os prateados ainda são do seu sangue, mas a sua indecisão é insuportável. Ele luta o tempo todo ao lado da Guarda para proteger e salvar Mare, ao mesmo tempo que tenta ‘salvar’ também o seu povo. Cada golpe, cada morte de um prateado por suas mãos é um peso a mais para ele. Ao mesmo tempo que me irritei, me coloquei em seu lugar e consegui entender o seu sofrimento, porém ainda acho que ele precisa tomar mais atitudes. Ele foi moldado para ser um guerreiro e ainda assim não consegue escolher um lado. Como sou uma idiota romântica, sou totalmente #teamCal

Enquanto Espada de Vidro puxava mais para um lado sombrio, eu diria que A Prisão do Rei fica numa linha tênue entre luz e escuridão. O mapa da série é ampliado e o mundo mais bem explorado. Conhecemos lugares e pessoas novas, em geral, ambos bem interessantes. Na história velhas alianças são quebradas e improváveis e frágeis novos alianças são formadas.  Todo mundo pode trair todo mundo na luta pelo poder, e nem tudo é o que parece ser.
Todos fomos moldados por outra pessoa e temos amarras que nada nem ninguém pode cortar.
Depois de momentos marcantes, achei que nada iria me surpreender, mas então vem Victoria e um FINAL DE ARRANCAR OS CABELOS. WTF! Inacreditável. Um grande cliffhanger. Se preparem!


A SÉRIE

A série é composta até agora por 4 livros: A Rainha Vermelha #1, Espada de Vidro #2, A Prisão do Rei #3, e um livro de contos intitulado Coroa Cruel.


Espero que tenham gostado, e possam assim como eu, se apaixonar pela escrita da Victoria Aveyard e sua série eletrizante. Tenho certeza que assim que começarem, vocês não vão conseguir abandonar a leitura.  Digo apenas uma última coisa: leiam. LEIAM PARA ONTEM. Estou ansiosa para vê-los sofrendo comigo.

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