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10 de maio de 2017

#RESENHA - Tudo O Que Deixamos Para trás por Maja Lunde

Título: Tudo o que Deixamos para Trás
Autora: Maja Lunde
Editora: Morro Branco
Páginas: 486
Idioma: Português
ISBN: 8592795125
Ano de Lançamento: 2016
Livro cedido em parceria com a editora

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SINOPSE: Em 1852, William é um deprimido biólogo inglês, que deseja criar um novo tipo de colmeia capaz de trazer reconhecimento para sua família. Em 2007, George é um apicultor americano que luta para manter o negócio produtivo e acredita que seu filho pode ser a salvação de sua fazenda. Em uma China futurista, quando todas as abelhas desapareceram, Tao trabalha com polinização manual. Enquanto passa seus dias pendurada em árvores, deseja para seu filho uma educação e vida melhores do que a sua. Mais do que uma distopia sobre o desaparecimento das abelhas, em que passado, presente e futuro se encontram, Tudo Que Deixamos Para Trás é uma poderosa história sobre o relacionamento entre pais e filhos e o sacrifício que fazemos por nossas famílias.


Eu adoro as obras da Editora Morro Branco, e quando li a sinopse achei extremamente interessante. As abelhas já foram temas de vários estudos pelo mundo, e sua extinção traria consequências desastrosas para nós, o assunto é tão atual que já foi até tema de um episódio da série Black Mirror (MELHOR SÉRIE). Então o que mais faltava? SIM, um livro maravilhoso escrito pela autora norueguesa Maja Lunde.
As abelhas são animais limpos. Elas vão embora para morrer, não querem ficar ali dentro e poluir a colmeia. Talvez estivessem fazendo isso. Só que a rainha sempre permanecia, juntamente com um pequeno grupo de jovens abelhas. As operárias abandonavam a mãe e os filhotes, deixavam-nos para uma morte solitária na colmeia. Contrário à natureza.
O livro narra 3 histórias diferentes em tempo e espaço, porém interligadas de alguma forma com as nossas lindas abelhas.

Em 1852, na Inglaterra, o biólogo depressivo William que sonha em criar uma colmeia totalmente nova, para conquistar de volta a glória de sua família. Nos Estados Unidos, 2007, o apicultor Georgie luta para o seu negócio não falir. E na China em 2098, depois do colapso das abelhas, o protagonista Tao, que é uma jovem camponesa que tem uma vida muito dura, principalmente com o sofrimento do seu filho de 3 anos ter sido levado dela, e uma rotina de trabalho árdua. Ela passa o tempo todo polinizando manualmente as plantas, já que esta é a única alternativa para produzir alimentos depois que as abelhas sumiram.
Não quis aprender por aprender, quis aprender para compreender.
O fato da autora conseguir colocar os três, apesar se estarem em épocas diferentes, no mesmo ‘contexto’ é maravilhoso. Pois todos: Tao, William e George esperam de seus filhos a criação de um futuro melhor. Todos eles são pessoas ansiosas, cheias de medo e esperança, e com espírito de luta e resignação. E todos querem o melhor para seus filhos, mas nem sempre sabem o que de fato é o melhor. É como se ao dar tudo aos filhos, eles esquecem das coisas que mais importam, que as vezes pode ser um simples abraço.

Mas calma, mais do que uma distopia sobre o futuro incerto das abelhas, o livro é muito mais que isso. São histórias onde passado, presente e futuro se encontram, e a grande lição que a história quer representar é a valorização das relações humanas. Devemos cuidar e valorizar TUDO aquilo com o qual nos importamos ou precisamos para viver. As vezes podemos deixar algo para trás, e no futuro sentir falta daquilo que perdemos.

Maja conseguiu retratar perfeitamente o elo entre a natureza e as relações familiares. As relações entre pais e filhos, o futuro das gerações interligados a pequenos seres que geralmente costumam passar despercebidos no nosso dia a dia, mas que desempenham um papel importante para a humanidade.

O livro retrata como lidamos com as  grandes expectativas, sonhos destruídos, perdas e a construção da esperança. Eu fiquei APAIXONADA pelo livro e recomendo à todos, porque é INCRÍVEL!

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Um comentário :

  1. Oi Bia, tudo bom?
    Que fotos magníficas! Não conhecia o livro, mas o tema é bem pertinente. Black Mirror maior trauma da vida, cada episódio vários tapas na cara UHUHASUHASUHASUHASUH
    Não é o tipo de obra pra mim, mas com certeza parece uma leitura excelente.
    Adorei a resenha!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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